O Irã anunciou neste domingo (8) a nomeação de Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo, sucedendo seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu em 28 de fevereiro durante ataques dos EUA e Israel.
Mojtaba foi escolhido pela Assembleia de Peritos do Irã, composta por 88 clérigos eleitos, responsável por selecionar o líder supremo. Desde a fundação da República Islâmica em 1979, a Assembleia havia eleito um novo líder apenas uma vez.
Com 56 anos, Mojtaba Khamenei é o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei e ocupava anteriormente um cargo de clérigo de posição intermediária. Ele é conhecido por sua influência significativa nos bastidores e por suas fortes ligações com a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) e a força paramilitar voluntária Basij.
Fontes afirmaram que a Guarda Revolucionária pressionou pela nomeação de Mojtaba, argumentando que ele possui as qualificações necessárias para liderar o Irã em um momento de crise. O membro da Assembleia de Peritos, Hosseinali Eshkevari, declarou que o nome de Khamenei permanecerá como líder do Irã, afirmando: “Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei.”
Os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Após a morte de Ali Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o Irã não deveria retaliar, pois enfrentaria uma força sem precedentes.


