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Saúde

Atendimento rápido é decisivo no tratamento do AVC, afirma especialista

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 04:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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No programa CNN Sinais Vitais, Maramelia Miranda, neurologista vascular da Unifesp, ressaltou que o tempo é um fator crucial para o sucesso no tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC), seja ele isquêmico ou hemorrágico. A rapidez no atendimento médico está diretamente ligada à possibilidade de recuperação sem sequelas ou com danos minimizados.

“Tempo é cérebro, do mesmo jeito que para a cardiologia, tempo é músculo”, explicou a especialista. No caso do AVC isquêmico, que ocorre devido à oclusão de uma grande artéria intracraniana, cerca de 2 milhões de neurônios morrem a cada minuto, o que pode influenciar se o paciente conseguirá voltar a andar, falar ou se ficará com sequelas permanentes.

A neurologista alertou que não se deve esperar em casa para ver se os sintomas desaparecem. “Você deve logo buscar um atendimento médico”, enfatizou Miranda. Os tratamentos mais eficazes para o AVC dependem da questão temporal, com terapias específicas para cada tipo: no caso do hemorrágico, o controle da pressão arterial é fundamental, enquanto no isquêmico, são utilizadas terapias que restabelecem a circulação cerebral.

Gisele Sampaio, pesquisadora e neurologista do Einstein Hospital Israelita, explicou que, atualmente, com o avanço das técnicas de neuroimagem, como tomografia e ressonância magnética, é possível tratar pacientes em janelas um pouco mais tardias. As medicações que dissolvem coágulos são mais eficazes até 4 horas e meia após o início dos sintomas, mas técnicas mais avançadas podem ampliar esse período em casos específicos.

Apesar disso, Sampaio foi enfática: “Isso não significa que podemos perder tempo. Para aquele paciente específico, cada minuto conta”.

Os especialistas também destacaram que a melhor forma de combater o AVC é através da prevenção, controlando fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo, colesterol alto e alcoolismo. Estudos indicam que o controle adequado desses fatores pode prevenir entre 80% e 90% dos casos de AVC.

Após um episódio da doença, a equipe médica trabalha para descobrir a causa específica e determinar o tratamento mais adequado, que pode incluir medicações para afinar o sangue, além do tratamento das condições subjacentes.

TAGGED:AVCEinstein Hospital IsraelitaGisele SampaioMaramelia MirandaMedicinaPREVENÇÃOTratamentoUnifesp
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