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SP reforça orientações para prevenção da leptospirose no período de chuvas

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alertou sobre o risco de leptospirose devido ao aumento do volume de chuvas e episódios de alagamentos. A infecção é causada por bactérias do gênero Leptospira, relacionadas ao contato com água ou lama contaminadas pela urina de roedores.

Ratos e outros animais podem eliminar a bactéria no ambiente urbano. Durante enchentes, a urina se mistura à água acumulada, podendo entrar em contato com a pele ou mucosas. Pequenas fissuras ou ferimentos facilitam a penetração da bactéria no organismo.

No ano de 2025, o Estado de São Paulo registrou 421 casos de leptospirose. Em 2026, até 4 de fevereiro, foram confirmados cinco casos da doença.

De acordo com Juvêncio Furtado, médico infectologista do Hospital Heliópolis, as manifestações clínicas da leptospirose podem variar. “O paciente pode estar assintomático ou apresentar um quadro inicial com dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar e febre. A dor muscular costuma se concentrar principalmente nas panturrilhas e no abdome”, explicou.

O período de incubação, que é o tempo entre o contato com a bactéria e o surgimento dos sintomas, é em média de 15 dias, podendo chegar a 30 dias após a exposição à água contaminada.

A forma mais grave da doença é conhecida como síndrome de Weil, caracterizada por icterícia, que é a coloração amarelada da pele e dos olhos. “Esse quadro pode evoluir com sangramentos, inclusive pulmonares. Nesses casos, o tratamento envolve antibióticos e, em situações mais severas, diálise para eliminar as toxinas produzidas pela bactéria”, destacou o médico.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas como febre alta, dor intensa nas panturrilhas, olhos avermelhados ou sinais de icterícia, especialmente se houver histórico recente de contato com água de enchente.

As medidas de prevenção incluem: utilizar luvas, botas impermeáveis e óculos de proteção ao ter contato com água ou lama contaminadas; cobrir cortes e arranhões com curativos impermeáveis; evitar andar descalço em áreas alagadas; descartar alimentos e objetos que tiveram contato com a água contaminada; e controlar a presença de roedores, mantendo o lixo acondicionado corretamente e evitando acúmulo de entulhos.

A Secretaria reforça que, diante de qualquer suspeita após exposição a enchentes, a população deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para avaliação clínica e início imediato do tratamento.

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