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Irã descarta negociações enquanto ataques persistirem

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O governo do Irã anunciou nesta segunda-feira que não tem interesse em iniciar negociações diplomáticas enquanto o país continuar sob ataque. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que a atual situação de “agressão militar” limita as discussões que não envolvam uma resposta decisiva de Teerã.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, lembrou que o Irã aceitou um cessar-fogo em junho passado para encerrar um conflito de 12 dias, mas destacou que, no cenário atual, é necessário um fim permanente para as hostilidades.

Baghaei também respondeu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que as fronteiras do Irã poderiam ser alteradas após o conflito. O porta-voz criticou a postura de Trump, afirmando que o presidente americano trata a geopolítica global como um “negócio imobiliário” e que os iranianos estão dispostos a proteger a integridade de seu território.

No contexto regional, o Irã afirmou que sua defesa não deve ser vista como hostilidade aos vizinhos. O Azerbaijão relatou a interrupção de supostos planos de sabotagem da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) contra um oleoduto. A resistência iraniana conta com o apoio de uma “parceria estratégica” com a Rússia, que fornece informações de inteligência sobre tropas e navios americanos, enquanto Teerã auxilia o programa de drones russo.

A recusa ao diálogo ocorre em um momento de forte pressão internacional, após um bombardeio que atingiu uma escola iraniana em 28 de fevereiro, resultando na morte de 168 crianças. Embora Trump atribua a autoria ao Irã, senadores democratas expressaram horror diante de análises que sugerem a responsabilidade militar dos EUA no incidente, exigindo uma investigação imparcial do Pentágono.

Internamente, o governo iraniano endureceu medidas contra a oposição, ameaçando confiscar bens e aplicar pena de morte a cidadãos que residem no exterior e colaboram com governos considerados hostis. Ao mesmo tempo, países como o Catar intensificaram o controle sobre a informação, detendo centenas de pessoas por publicações em redes sociais relacionadas ao conflito.

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