O Irã anunciou Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo, sucedendo seu pai, Ali Khamenei. A escolha representa um desafio ao Ocidente e pode agravar o conflito, especialmente com os ataques recentes dos EUA e Israel.
Mojtaba Khamenei, intimamente ligado à Guarda Revolucionária e às milícias Basij, ascende ao poder após a perda de vários familiares em um bombardeio coordenado por Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Sua nomeação simboliza resistência e intransigência, em contraste com os apelos do presidente norte-americano por rendição.
A ascensão de Mojtaba representa um alinhamento com as facções mais radicais do regime, mantendo a linha ideológica de repressão interna e expansão da influência regional. Ele já figurava como um dos principais candidatos à sucessão há pelo menos uma década, mas se tornou o favorito após a morte de seu pai.
Trump comentou sobre a nomeação, afirmando: “O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, também se manifestou, considerando a nomeação como “um alvo inequívoco para a eliminação”.
Mojtaba Khamenei, que é conhecido por seu perfil discreto e por atuar nos bastidores, rompe com o preceito anti-hereditário da República Islâmica. Ele foi escolhido por uma assembleia de 88 clérigos e sua coroação ocorreu em segredo, sob a ameaça de um destino semelhante ao de seu pai.
Agora, cabe a Mojtaba assegurar a sobrevivência do regime em um momento de grande fragilidade, 47 anos após a Revolução Islâmica.


