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Ministros do STF discutem ajustes na Polícia Federal em meio ao caso Master

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), alguns ministros defendem que a Polícia Federal (PF) precisa passar por ajustes institucionais. Essa discussão surge em meio à crise provocada pelo caso Master e ao avanço das investigações que envolvem autoridades e desgastam a própria Corte.

Ministros ouvidos relataram que a ideia de fortalecer politicamente a estrutura da segurança pública voltou à tona. Isso inclui a possibilidade de aumentar a relevância do Ministério da Segurança Pública, visando reorganizar o sistema e buscar dividendos eleitorais.

A avaliação é que a PF, sob o comando do diretor-geral Andrei Rodrigues, concentra poder excessivo na atual configuração institucional. Críticas à autonomia da PF já foram levantadas anteriormente por ministros do Supremo.

Além disso, integrantes da Corte destacam que o debate não se limita a questões estruturais, mas também envolve o que chamam de “personagrama”. A discussão gira em torno de quem ocuparia novos postos de comando e centrais em investigações.

O clima interno no tribunal é descrito como de forte desgaste. Ministros reconhecem que o STF saiu manchado da crise, e a desconfiança afetou até as conversas políticas internas.

Há menções discretas sobre a possível saída de figuras centrais, como o ministro Dias Toffoli, embora o assunto seja tratado com cautela. Atualmente, muitos ministros evitam reuniões reservadas por receio de gravações.

Esse ambiente de suspeita tem dificultado articulações internas e a construção de uma estratégia institucional para proteger o Supremo dos desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Toffoli, que arrastaram o STF para o centro da turbulência.

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