Sergipe registrou um aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas, conforme o Boletim InfoGripe da Fiocruz, que abrange a semana epidemiológica 8, de 22 a 28 de fevereiro.
O boletim aponta que o crescimento é impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças menores de 2 anos e pela influenza A entre jovens, adultos e idosos.
Além de Sergipe, todos os estados do Brasil, exceto Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, apresentaram crescimento no número de casos de SRAG. Dez estados estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.
Em 2026, foram notificados 14.370 casos de SRAG, sendo que 5.029 (35%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 6.193 (43,1%) foram negativos e ao menos 2.073 (14,4%) aguardam resultado laboratorial.
Entre os casos positivos deste ano, a distribuição é a seguinte: 20% de influenza A, 1,7% de influenza B, 13,6% de vírus sincicial respiratório, 40% de rinovírus e 17% de Sars-CoV-2. Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos foi de 20,8% de influenza A, 1,6% de influenza B, 15,4% de vírus sincicial respiratório, 45,4% de rinovírus e 14,3% de Sars-CoV-2.
O estudo também revela que os óbitos são predominantemente por Covid-19, seguidos pela influenza A. A presença desses vírus entre os positivos no mesmo período foi de 39,1% para Sars-CoV-2 (Covid-19), 27,5% para influenza A, 17,4% para rinovírus, 8,7% para vírus sincicial respiratório e 3,6% para influenza B.


