A proprietária de uma agência de turismo em Divinópolis, Minas Gerais, Adelaine Vilaça, e outras quatro mulheres desembarcaram no Brasil no domingo (8) após vivenciarem o conflito no Oriente Médio. O grupo chegou a São Paulo e segue para a cidade mineira nesta segunda-feira (9).
“Muita emoção por ter chegado e por ter saído daquele pesadelo. Só tenho a agradecer por tanto carinho e cuidado. Foi isso que nos deu força diante de tudo aquilo que estávamos vivendo”, desabafou Adelaine.
O grupo estava em Dubai e foi afetado pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O retorno ao Brasil, que estava previsto para 3 de março, foi adiado devido à paralisação temporária de voos comerciais por questões de segurança.
Na semana passada, Adelaine relatou que ela e o grupo estavam inseguros e com medo de deixar o hotel onde estavam hospedadas. “Viemos para o hotel e não nos sentimos mais seguras para sair. Como protocolo de segurança, a primeira coisa que fiz foi ligar para o Consulado Brasileiro em Dubai para buscar informações sobre o nível de perigo e sobre o que deveria ser feito”, contou.
Adelaine também mencionou que a sensação de pânico aumentou quando receberam um alerta em seus celulares. “Nossos telefones tocaram com um sinal muito alto, muito grave, e isso nos deixou em pânico. À medida que ocorreu o primeiro ataque, o espaço aéreo foi fechado e, por enquanto, não há possibilidade de voar. Desde então, cerca de 400 mísseis e bombas já foram lançados na região, todos interceptados pelo governo”, afirmou.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã no dia 28 de fevereiro, desencadeando uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades iranianas, resultando na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão do governo iraniano. A organização humanitária Crescente Vermelho do Irã informou que, desde o início dos ataques, 555 pessoas morreram.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio. A troca de ataques continua, com bombardeios diários entre Israel e Irã, afetando também outros países da região.


