O rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, condenou os ataques realizados pelo Irã contra seu país e outras nações árabes. Ele classificou as ações como “sem precedentes” e “injustificáveis sob qualquer pretexto”. O pronunciamento ocorreu após a principal refinaria do reino, a Bapco Energies, ser atingida por um drone iraniano na região de Sitra, resultando em pelo menos 32 feridos.
O monarca reiterou que o Bahrein manterá uma abordagem de “sabedoria e moderação” diante do cenário de instabilidade no Oriente Médio. Em decorrência da ofensiva, a Bapco Energies declarou estado de força maior em suas operações nesta segunda-feira, 9 de março de 2026.
Apesar dos danos causados pelo drone e da densa fumaça avistada no complexo industrial, a companhia informou que as necessidades do mercado interno permanecem totalmente atendidas e que o fornecimento não será interrompido, graças à execução de planos proativos de contingência.
O ataque à infraestrutura energética do Bahrein faz parte de uma onda de retaliações iniciada pelo regime iraniano contra países que abrigam bases militares norte-americanas na região, incluindo também os Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Durante sua fala, o rei Hamad bin Isa Al Khalifa destacou que o Bahrein jamais iniciou hostilidades e que sempre buscou a cooperação e a boa vizinhança. Como evidência desse alinhamento com a estabilidade regional, o monarca mencionou a adesão do reino ao Conselho de Paz, órgão dedicado à reconstrução de Gaza.
A postura diplomática de Manama busca diferenciar o país das ações militares diretas, mesmo enquanto o cenário global observa uma escalada de tensões entre Israel, Estados Unidos e Irã.


