A Comissão Europeia alertou nesta segunda-feira (9) sobre um ‘grande choque inflacionário’ caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
O Comissário Europeu Valdis Dombrovskis afirmou: ‘Se a situação se prolongar, com interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura energética dos Estados do Golfo, poderá acabar causando um grande choque inflacionário na economia global e europeia’.
O conflito já provoca abalos nas bolsas mundiais e, principalmente, no preço do petróleo. Nesta segunda-feira (9), as bolsas de valores desabaram e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630).
O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar ‘a ameaça nuclear do Irã’. Ele escreveu na plataforma Truth Social: ‘O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo’.
Trump acrescentou: ‘APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!’
Analistas alertam, no entanto, para o possível impacto severo na economia mundial. Stephen Innes, da SPI Asset Management, afirmou: ‘O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva’. Segundo ele, ‘o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global’.

