Trump pede asilo para seleção feminina do Irã: ‘Provavelmente serão mortas’

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, que a decisão da Austrália de permitir o retorno da seleção feminina de futebol do Irã ao país de origem representa ‘um grave erro humanitário’. Trump também solicitou ao primeiro-ministro australiano que conceda asilo às atletas iranianas.

“A Austrália está cometendo um terrível erro humanitário ao permitir que a Seleção Nacional Feminina de Futebol do Irã seja forçada a retornar ao Irã, onde provavelmente serão mortas. Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro, conceda ASILO. Os EUA as acolherão se o senhor não o fizer. Agradeço sua atenção a este assunto”, escreveu Trump no Truth Social.

As jogadoras passaram a ser alvo de críticas e foram chamadas de ‘traidoras em tempos de guerra’ por não cantarem o hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul. A participação iraniana na Copa da Ásia começou no último fim de semana, coincidindo com ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.

O gesto das jogadoras não foi bem recebido pelo governo iraniano. No confronto seguinte, contra a Austrália, as atletas foram obrigadas a saudar o hino e fizeram uma saudação militar, gerando temores entre ativistas de direitos humanos de que as mulheres tivessem sido coagidas por agentes do governo.

Fontes indicam que as jogadoras e suas respectivas famílias estão sob forte vigilância. Após serem eliminadas da competição no domingo, 8 de março, em derrota por 2 a 0 para as Filipinas, alguns torcedores tentaram impedir a saída do ônibus da delegação, gritando ‘Salvem nossas meninas!’, diante do receio de que as atletas possam sofrer consequências ao retornar ao Irã.

A preocupação se estende para além do estádio. Uma petição com mais de 66 mil assinaturas pede que o governo da Austrália impeça a saída da equipe do país enquanto houver riscos reais à segurança das jogadoras, que atualmente estão hospedadas na Gold Coast, no estado de Queensland.

Beau Busch, presidente da FIFPRO (Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais), disse não ter conseguido entrar em contato com as atletas para oferecer asilo na Austrália. A maior parte do espaço aéreo no Oriente Médio permanece fechado em consequência da guerra.

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