O coronel Luciano Sarmento, responsável pelo combate ao incêndio no galpão da empresa Motocriss, localizado na Rua Bitencourt Sampaio, em Ramos, na Zona Norte do Rio, afirmou que a estrutura está completamente comprometida. O incêndio teve início no início da manhã desta segunda-feira, 9 de março de 2026, e se intensificou rapidamente, atingindo imóveis vizinhos.
Por volta das 7h, parte da estrutura do galpão começou a desabar, espalhando destroços sobre construções próximas. ‘O desafio foi acessar o fogo. A estrutura foi comprometida, está colapsada. Existe um fogo prensado. As três lajes caíram e ele está na base’, declarou Sarmento.
O coronel também destacou que a presença de materiais inflamáveis, como pneus e óleos, contribuiu para a resistência das chamas. ‘Já está controlado e não tem risco de propagação. Mas ainda não está em fase de rescaldo’, esclareceu.
Equipes do Corpo de Bombeiros estão atuando no local, mas precisaram recuar quando o prédio começou a desabar e as chamas se intensificaram. Por volta das 10h, cerca de 100 militares de 15 quartéis estavam envolvidos no combate ao incêndio. Os agentes realizaram a retirada de moradores e animais de imóveis nas proximidades.
As equipes também trabalham para evitar que o fogo se espalhe e atinja casas vizinhas. Cerca de 15 pessoas receberam atendimento médico no local, com casos registrados de pressão alta e hipertensão, mas não houve atendimentos por inalação de fumaça.
Duas faixas da pista lateral da Avenida Brasil foram interditadas no sentido Centro pouco depois das 8h30 devido ao incêndio. Desde o início da manhã, uma intensa coluna de fumaça preta era visível de diferentes regiões da cidade.
O Centro de Operações Rio (COR) emitiu um alerta a motoristas sobre a visibilidade reduzida na região em função da fumaça. Motoristas que trafegavam por um viaduto próximo chegaram a voltar na contramão para evitar a cortina de fumaça que encobria a via.
A empresa Motocriss, que atua no comércio de motopeças, armazena produtos e componentes automotivos, incluindo materiais inflamáveis, o que pode ter contribuído para a rápida propagação das chamas e da fumaça densa na região. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e devem ser investigadas.


