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Servidora é exonerada de prefeitura em MT após fala homofóbica vazada

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A servidora pública Evirlene Sipauba Costa foi exonerada do cargo de secretária municipal de Cultura em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, após um áudio em que critica a participação do vereador Marcelo Souza em uma palestra para mulheres, por ele ser homossexual, vazar nas redes sociais.

A exoneração foi publicada em uma portaria do município na última sexta-feira, dia 6 de março de 2026. O documento, assinado pelo prefeito Ricardo Aloisio Babinski, determina que Evirlene seja desligada do cargo a partir da publicação da portaria, revogando qualquer ato anterior que a mantivesse no cargo.

O áudio foi gravado após um evento voltado para mulheres do agronegócio, realizado em Confresa em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Na gravação, Evirlene questiona a participação do palestrante, afirmando:

““E esse evento para mulheres do agro que eu não estava sabendo e eu gostaria de estar aí? O palestrante que tá meio assim ‘torto’. Não entendi, um homem que nem gosta de mulher, casada com outro, e palestrando para as mulheres. Onde que a gente chegou?””

Nas redes sociais, o vereador Marcelo Souza publicou uma nota de repúdio às declarações da então secretária de Cultura, classificando o áudio como “inaceitável e discriminatório”. Ele destacou que comentários desse tipo vão contra os princípios de respeito e diversidade que devem nortear o serviço público e a convivência democrática entre os poderes.

O parlamentar também mencionou que a Câmara Municipal de Confresa aprovou por unanimidade uma Moção de Repúdio contra as declarações homofóbicas de Evirlene. Ele ressaltou que esse tipo de atitude não combina com o exercício de uma função pública.

““É inadmissível que um agente público investido em função de direção na Administração, responsável por conduzir políticas públicas culturais que devem promover diversidade, inclusão, respeito e valorização das diferenças, se utilize de manifestações discriminatórias ou ofensivas contra qualquer cidadão, sobretudo quando dirigidas a membro do Poder Legislativo Municipal,””

diz trecho da Moção de Repúdio.

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