As ações das empresas petrolíferas apresentaram forte valorização no pregão desta segunda-feira, 9 de março de 2026, impulsionadas pelos preços do petróleo no exterior. O principal índice da bolsa paulista passou a operar no positivo no início da tarde.
O preço do barril de petróleo abriu a semana na casa de US$ 100, influenciado pela guerra no Oriente Médio entre os EUA e Israel contra o Irã. Por volta das 12h30, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subiam 4,32% e 4,39%, respectivamente. A PetroRio destacou-se, liderando as altas do Ibovespa, com valorização de 5,91%, enquanto a Brava Energia avançava 1,77% e a Petroreconcavo subia 1,79%.
No último pregão da semana anterior, o barril do Brent, referência internacional negociada na ICE (International Commodities Exchange), fechou em alta de 8,52%, terminando a sexta-feira, 6 de março, cotado a US$ 92,69. No acumulado da semana passada, o preço de mercado da commodity aumentou em 27,2%, uma média de 5,44% ao dia. O WTI teve uma valorização semanal de 35%, elevando o preço do barril para US$ 90,90.
Nesta segunda-feira, tanto o Brent quanto o WTI estendem os ganhos, afetando as principais bolsas internacionais, com o barril da commodity sendo negociado próximo de US$ 100. Segundo Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, a semana começa com os mercados globais reagindo à disparada no petróleo e às incertezas geopolíticas envolvendo o Irã.
A nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã, sinaliza que a linha dura continua firmemente no comando da República Islâmica. Produtores relevantes, como a Saudi Aramco e a Kuweit Petroleum Corporation, começaram a cortar a produção, enquanto o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, segue praticamente fechado.
““O choque do petróleo muda completamente o pano de fundo da semana”, avaliou Thiago Pedroso, acrescentando que o salto nos preços da commodity volta a colocar a inflação no centro da mesa.”
““Se o Brent realmente romper a região de US$ 100 de forma consistente, o debate sobre política monetária global tende a ficar muito mais complicado nas próximas semanas.””


