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Princesa Eugenie renuncia ao cargo em organização anti-escravidão

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A princesa Eugenie do Reino Unido renunciou ao cargo de patrona da Anti-Slavery International, uma organização beneficente anti-escravidão, conforme informou o jornal britânico The Observer no sábado, 7 de março de 2026.

Eugenie, filha mais velha de Andrew Mountbatten-Windsor, decidiu deixar a organização após a divulgação de arquivos que revelam a problemática relação entre seu pai e o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Desde 2019, a princesa atuava como patrona da instituição, que é a mais antiga organização de direitos humanos do mundo, fundada no século XIX.

O perfil da princesa foi removido do site da Anti-Slavery International. A organização emitiu um comunicado agradecendo o apoio de Eugenie: “Após sete anos, o patronato de Sua Alteza Real, a princesa Eugenie de York, chegou ao fim. Agradecemos muito à Princesa por seu apoio à Anti-Slavery International. Esperamos que ela continue trabalhando para acabar com a escravidão”.

Embora seu pai esteja intimamente ligado a Jeffrey Epstein, não há indícios de irregularidades por parte de Eugenie e de sua irmã, a princesa Beatrice, em relação ao criminoso. Eugenie não se manifestou sobre as acusações de abuso sexual envolvendo seu pai ou sobre as revelações expostas nos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no ano anterior.

Andrew Mountbatten-Windsor é acusado de ter mantido relações sexuais com Virginia Giuffre, uma das vítimas de Epstein, em 2001, quando ela tinha 17 anos. Giuffre afirmou ter encontrado o príncipe em Londres, Nova York e nas Ilhas Virgens Americanas, todos encontros intermediados por Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.

Eugenie e Beatrice são potenciais testemunhas no relato de Andrew sobre o episódio, já que o príncipe alega que, em um desses encontros com Giuffre, estava em casa com as filhas. Nenhuma das princesas fez declarações sobre o relato do pai.

A mãe de Eugenie, Sarah Ferguson, também tinha amizade com Epstein, mantendo contato regular com ele por cartas enquanto ele cumpria pena por aliciar uma menor. E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça americano revelam que Ferguson viajou para os EUA com as filhas dias após a soltura de Epstein, em 2009, e se reuniu com ele durante o período de prisão domiciliar.

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