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‘Jamais houve intenção de desrespeito’, diz comissão de festa ‘Deu a Louca no Morro’ após críticas de ‘racismo recreativo’

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Estudantes do Colégio Damas, em Recife, organizaram a festa ‘Deu a Louca no Morro’, que gerou críticas sobre ‘racismo recreativo’. A comissão responsável pelo evento afirmou que ‘jamais houve intenção de desrespeito’. A festa foi realizada por concluintes e ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais.

As imagens mostram adolescentes sugerindo ‘looks’ para a festa, incluindo camisas de times de futebol, colares dourados e óculos do tipo ‘juliet’. A polêmica aumentou após a jornalista Fabiana Moraes questionar o evento, alegando que os figurinos reproduziam estereótipos de moradores de favelas.

A comissão esclareceu que a festa foi uma iniciativa privada, sem vínculo institucional com o Colégio Damas, e que a escola não participou da sua organização. O evento não foi concebido como uma festa à fantasia e não teve a intenção de representar de forma caricatural qualquer grupo social.

Os organizadores afirmaram que o propósito da festa era promover um momento de convivência entre estudantes, com referências culturais aos bailes de funk e ao brega funk, reconhecidas como parte da cultura popular recifense. ‘Jamais houve intenção de desrespeito, segregação ou menosprezo a qualquer pessoa ou grupo social’, diz a nota.

A comissão também ressaltou que conceitos como racismo e discriminação devem ser tratados com responsabilidade e que interpretações precipitadas nas redes sociais podem gerar hostilidade moral. ‘Não houve, por parte da comissão de formatura, dos organizadores ou dos participantes, intenção de ridicularizar, inferiorizar, estigmatizar ou ofender pessoas’, afirmaram.

A nota pede que o debate sobre o caso seja conduzido com serenidade e responsabilidade, evitando acusações consideradas incompatíveis com a natureza do evento. O Colégio Damas, por sua vez, reiterou que não teve conhecimento prévio da festa e que repudia qualquer forma de discriminação.

A instituição reafirmou seu compromisso com a formação ética e cidadã, promovendo um ambiente educacional pautado pelo respeito e pelos valores cristãos.

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