O ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, pressionado pelas perspectivas de impactos da recente guerra no Oriente Médio e pela alta nos preços do petróleo.
O risco de inflação mais elevada reforça a visão de que o Fed (Federal Reserve) adotará uma postura mais restritiva, o que afeta o metal precioso, uma vez que o ouro não rende juros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 1,07%, cotado a US$ 5.103,7 por onça-troy. Em contrapartida, a prata para março teve alta de 0,29%, fechando a US$ 84,52 por onça-troy.
O banco de investimentos TD Securities destacou que os mercados de ouro refletem a exclusão de cortes nas taxas de juros pelo Fed, em consonância com o impacto histórico das guerras sobre a política monetária. Além disso, houve uma redução nas compras de ouro por países do Oriente Médio.
O TD Securities também observou que o posicionamento do ouro deixou de ser marginal e agora é detido pela maioria dos investidores institucionais. A ampla gama de participações no metal é resultado da estratégia de desvalorização cambial, que pode ser desafiada pela perspectiva de exclusão de cortes de juros pelo Fed.
Os embarques de ouro em Dubai foram interrompidos devido ao conflito em curso, resultando em cargas retidas e forçando negociadores a venderem o metal com grandes descontos para liquidar seus estoques, segundo informações da Bloomberg.
As interrupções ocorreram após o fechamento parcial do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos em meio ao aumento das tensões regionais. Embora alguns carregamentos de ouro tenham conseguido sair de Dubai desde meados da semana, vários outros permanecem atrasados, criando gargalos logísticos em um dos centros de negociação de ouro mais importantes do mundo.
Além disso, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, confirmou que um carregamento de ouro da Venezuela, avaliado em US$ 100 milhões, chegou aos EUA na sexta-feira, dias após reunião com a presidente interina Delcy Rodríguez.

