O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), descartou nesta segunda-feira (9) a possibilidade de ser vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema afirmou que não recebeu convite e que levará sua campanha “até o final”.
“Eu levarei a minha pré-campanha e campanha até o final. Estar vice de outro candidato, de certa maneira, é o partido Novo se vergar a questões com as quais não concordamos”, declarou Zema a jornalistas no Senado, após anunciar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Questionado sobre o apoio de outros partidos, o governador negou interesse em uma aliança com a federação União Progressistas, formada por PP e União Brasil. “[Descarto] totalmente. Vai deturpar nosso DNA”, disse.
Zema minimizou possíveis dificuldades de composição com outras siglas, especialmente do centrão, devido ao posicionamento do Novo em defesa do afastamento de ministros do STF. “Desde o início da minha carreira eu tenho um posicionamento: é defender o certo. Se defender o certo faz com que eu perca apoio e até diminua as chances de ser eleito, não é por isso que vou defender o errado”, afirmou.
O governador também expressou confiança na renovação do Senado e destacou que o caso do Banco Master deve influenciar o debate eleitoral. Nesta tarde, integrantes do Novo se reuniram para anunciar o pedido de impeachment de Moraes, articulado por Zema, e uma notícia-crime contra o ministro que será enviada à PGR (Procuradoria-Geral da República).
O Senado já acumula outros 46 pedidos de afastamento de Moraes. Outra ação da bancada será o envio de uma representação ao Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pelo suposto “engavetamento” das ações contra ministros da Suprema Corte.


