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França envia navios de guerra e porta-avião para o Mediterrâneo Oriental

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio de oito fragatas, dois porta-helicópteros anfíbios e o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo Oriental e o Mar Vermelho como medida defensiva.

“Nosso objetivo é manter uma postura estritamente defensiva, ao lado de todos os países atacados pelo Irã em sua retaliação, para garantir nossa credibilidade e contribuir para a desescalada regional”, afirmou Macron durante um discurso no Chipre.

Em uma mensagem às tropas a bordo do Charles de Gaulle, o presidente destacou que a França também se empenhará em preservar a liberdade de navegação e, potencialmente, restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz.

““Não estamos participando de um conflito em curso e estamos atuando dentro deste contexto. A presença de vocês aqui hoje demonstra a força da França, a força de uma potência em prol do equilíbrio e da paz ao lado de seus aliados”, disse ele.”

O conflito no Oriente Médio se intensificou após um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, no dia 28 de fevereiro. Desde então, diversas autoridades iranianas também foram mortas e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares do Irã.

Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que os alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, conforme a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos devido aos ataques iranianos.

O conflito também se alastrou para o Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.

Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi eleito no Irã: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas acreditam que ele não fará mudanças significativas e que sua liderança representa a continuidade da repressão.

“Donald Trump expressou descontentamento com a escolha de Mojtaba, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que ele seria “inaceitável” para a liderança do Irã.”

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