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Produtora perde 30 toneladas de tilápias e R$ 250 mil após falha elétrica no Paraná

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma produtora rural em Toledo, no oeste do Paraná, perdeu cerca de 30 toneladas de tilápias e teve um prejuízo de R$ 250 mil após os aeradores dos tanques pararem de funcionar durante a madrugada de sábado, 7 de março de 2026.

Segundo a criadora Élida Marchioro, o problema começou após oscilações de energia na propriedade. Ela relatou que, com as oscilações, o painel elétrico que mantém os equipamentos de aeração queimou. Com a interrupção do sistema, os peixes ficaram sem oxigenação e morreram.

“”Os peixes já estavam quase na fase de ser entregue pro frigorífico. Cada peixe já estava com quase 1 quilo cada”, afirmou Élida.”

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que não houve registro de falta de energia ou oscilações de tensão na rede que atende a propriedade, nem na sexta-feira, 6, nem no sábado, 7. A companhia disse que técnicos estiveram no local e conversaram com a produtora, que relatou um defeito no painel interno de distribuição de energia da propriedade.

A Copel também afirmou que não havia registros recentes de reclamações da unidade consumidora e que um novo protocolo foi aberto pela produtora apenas na tarde de sábado. Segundo a empresa, não há evidências de que o equipamento tenha sido danificado por falha na rede elétrica, nem de que a morte dos peixes esteja relacionada ao serviço prestado pela companhia.

Élida e o marido, Ivanir Marchioro, criam tilápias há cerca de dez anos na comunidade Linha Tapuí, sendo a piscicultura a principal fonte de renda da família. A produtora mencionou que o fim de semana foi de trabalho intenso, com a família retirando os peixes mortos dos tanques, limpando as estruturas e tentando restabelecer o funcionamento do sistema.

Ela ainda destacou que não é a primeira vez que a criação sofre perdas por problemas elétricos. Há cerca de dois anos, uma situação semelhante causou a morte de 50 toneladas de peixes.

“”Já é a terceira vez que isso acontece. A penúltima vez ficamos sem luz por mais de 72 horas. E até hoje não recebemos um real ressarcimento”, disse a produtora.”

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