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Corinthians cancela votação do estatuto após discussões entre presidentes

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os conselheiros do Corinthians não realizaram a votação da reforma do estatuto na noite de segunda-feira (9), no Parque São Jorge, sede social do clube. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, decidiu levar as propostas diretamente para a Assembleia Geral dos Sócios, cuja data será definida posteriormente.

Romeu se baseou no artigo 45, inciso II, letra A do Estatuto atual, que permite a convocação da Assembleia Geral para aprovar alterações no estatuto. Segundo ele, não é necessária uma votação no Conselho para que a reforma seja apresentada na Assembleia.

A votação no Conselho Deliberativo gerou debates e discordâncias entre os conselheiros. O Cori (Conselho de Orientação) recomendou que apenas alguns tópicos fossem votados, como o direito de voto do Fiel Torcedor, participação feminina, sistema de eleição para conselheiros e tempo de contribuição do sócio para votar. No entanto, Romeu insistiu que todos os tópicos fossem votados no mesmo dia, após diversas audiências públicas e debates sobre a reforma.

O presidente do Conselho, Romeu, afirmou que houve uma “armação” por parte de alguns conselheiros para impedir a votação. A reunião começou com uma discussão acalorada entre Romeu e Osmar Stabile, presidente da Diretoria, que acusou Romeu de ameaças e de vazar informações para a imprensa. Após a troca de acusações, uma confusão se instaurou no Parque São Jorge.

Osmar Stabile alegou que Romeu interferiu em sua gestão, citando uma situação ocorrida na última sexta-feira. Ele afirmou: “Na sexta, enquanto eu jantava, disse ‘ou você faz o que eu quero ou vou te f****’. Foram com essas palavras.” Osmar também mencionou que não pode administrar o Corinthians sob tais condições e que a interferência de Romeu é constante.

Romeu respondeu às acusações, negando que tenha feito ameaças e afirmando que a diretoria contratou uma pessoa envolvida em investigações policiais. Ele lembrou de um incidente de invasão ao clube em 2025, quando houve uma tentativa de retomar o poder por parte de Augusto Melo.

Cerca de 180 conselheiros estavam presentes na reunião no Parque São Jorge, onde as tensões entre os presidentes foram evidentes.

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