A Prefeitura de Cuiabá alertou que a capital enfrentará calor intenso e alta probabilidade de chuvas entre esta segunda-feira (9) e sexta-feira (13). As temperaturas máximas devem variar entre 29 °C e 33 °C, com umidade relativa do ar entre 38% e 56%.
A Vigilância em Saúde Ambiental destacou que a combinação de calor e chuvas pode criar condições favoráveis para problemas de saúde pública, especialmente pela proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. As chuvas frequentes e altas temperaturas favorecem o acúmulo de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito.
A orientação é que a população redobre os cuidados para eliminar recipientes que possam acumular água. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de perigo para tempestades, nas cores amarela e laranja, para os 142 municípios de Mato Grosso.
A previsão indica chuva forte, ventos intensos e risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica. Em Cuiabá, o volume de chuva já foi significativo no fim de semana, com 51,8 milímetros registrados no sábado (7) e 17,4 milímetros no domingo (8). Nesta segunda-feira (9), a cidade registrou 40,4 milímetros em apenas uma hora.
A previsão também indica aumento significativo da chance de chuva no meio da semana, com 89% de probabilidade na terça-feira (10) e 78% na quarta-feira (11). O aumento da umidade pode favorecer o surgimento de mofo e ácaros, agravando doenças respiratórias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com alergias.
A secretaria orienta que a população fique atenta a sintomas comuns, como febre alta repentina, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e náuseas. Em casos mais graves, sinais como dor abdominal intensa ou sangramentos exigem atendimento médico imediato.
A principal forma de prevenir a reprodução do mosquito é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. Entre as medidas recomendadas estão evitar água parada em pratinhos de plantas, garrafas e recipientes, manter caixas d’água e reservatórios bem vedados, limpar calhas e ralos com frequência, usar repelentes conforme orientação do fabricante e permitir a entrada de agentes de endemias para inspeção e orientação.
Outra recomendação é manter os ambientes bem ventilados, o que ajuda a reduzir a presença de mofo e melhora a qualidade do ar dentro das casas.


