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Guerra no Oriente Médio gera crise sem precedentes no setor aéreo

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A guerra no Oriente Médio provocou a maior crise do setor aéreo desde a pandemia. Já foram ao menos 37 mil voos cancelados desde o início do conflito.

Uma imagem ilustra os riscos: um míssil caiu em um aeroporto desativado no norte da Síria na semana passada. Os cancelamentos e atrasos têm afetado centenas de milhares de pessoas. Uma passageira, que chegou a Doha, no Qatar, no dia 27 de fevereiro, relatou:

“”Tem filas. Eles atendem, mas não tem nada para dizer. Remarcam a viagem, mas cancelam em seguida.””

O Oriente Médio se tornou uma das rotas aéreas mais importantes do mundo nas últimas duas décadas, funcionando como um elo que conecta a América, a Ásia, a Europa e a Oceania. O aeroporto de Dubai, por exemplo, pode ligar passageiros a 107 países. Um terço da população do planeta vive a quatro horas de voo dos Emirados Árabes Unidos.

Atualmente, o espaço aéreo na região está comprometido, com milhares de voos tendo que contornar a área. Isso resulta em viagens mais longas e maior consumo de combustível. O conflito já causou um aumento nos preços das passagens entre a Ásia e a Europa, além da queda das ações de companhias aéreas em bolsas de valores ao redor do mundo.

Um dos principais fatores para essa crise é o aumento do preço do petróleo, que impacta diretamente o setor aéreo. O professor de aviação Michael McCormick, da Universidade Aeronáutica de Embry Riddle, explicou:

“”Em momentos como esse, na medida que o preço do barril aumenta, você vai ver aumentar o preço do querosene de aviação. Então, isso vai gerar um custo maior para as companhias aéreas.””

Desde o início da guerra, o preço do querosene de aviação subiu mais de 50%.

A extensão dos impactos da guerra na indústria ainda é difícil de mensurar, enquanto mísseis, em vez de aviões, sobrevoam o Oriente Médio.

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