O regime iraniano anunciou novas diretrizes após a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do país. O novo líder prometeu mísseis com maior alcance, que já estão sendo utilizados em ataques contra Israel e alvos ligados aos Estados Unidos.
O brigadeiro-general Majid Mousavi, comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou: “A partir de agora, nenhum míssil com ogiva inferior a uma tonelada será disparado”.
“از این پس موشکی با کلاهک سبکتر از یک تن شلیک نخواهد شد. طول موج شلیکها و سطح موجها بیشتر و دامنهی آن عریضتر میشود.”
Os ataques têm se concentrado em Israel e nas monarquias sunitas do Golfo Pérsico, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes e Kuwait, além de alvos no curdistão iraquiano. O foco são locais ligados à presença americana na região, como bases militares e representações diplomáticas.
O major-general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária, declarou que o fim da guerra “está nas mãos” do Irã, e não do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele também afirmou que “nem um litro de petróleo” passará pelo Estreito de Ormuz enquanto os ataques americano-israelenses contra o Irã continuarem.
No último domingo (10), Mojtaba Khamenei foi eleito líder supremo, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, que faleceu em 28 de fevereiro. Mojtaba, que não é um aiatolá, tem formação teológica em Qom e já atuou na Guerra do Irã contra o Iraque.
O presidente Donald Trump expressou desapontamento com a escolha de Mojtaba, afirmando que isso pode levar a mais problemas para o país. “Fiquei desapontado porque achamos que isso vai levar a mais do mesmo problema para o país”, disse Trump.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, indicou que a diplomacia não está na agenda de Mojtaba. “Não creio que a questão de conversar ou negociar com os americanos esteja novamente em pauta”, afirmou.
Kamal Kharazi, ex-chanceler e conselheiro de política externa do Líder Supremo, também descartou a possibilidade de diálogo, afirmando que a ameaça dos EUA e de Israel é existencial para a República Islâmica.


