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Pai de Henry Borel espera condenação de réus em júri popular

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O vereador do Rio de Janeiro, Leniel Borel (PP), aguarda a condenação dos réus no caso de seu filho, Henry Borel, que será julgado em júri popular no dia 23 de março. ‘Meu filho foi brutalmente assassinado na presença da mãe e do padrasto. Minha expectativa para esse júri é de muita ansiedade, e eu espero que a justiça seja feita na proporção da brutalidade que cometeram’, afirmou Leniel.

Leniel Borel espera uma pena alta para o casal, composto por Monique Medeiros, mãe de Henry, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho. ‘Eu espero, no mínimo, de 50 a mais de 70 anos para aqueles dois’, disse o vereador. Apesar de sua luta pela condenação, ele acredita que a justiça nunca será plenamente alcançada. ‘No caso como o assassinato de uma criança, dificilmente a gente pode falar que vai ter justiça. Não tem justiça’, lamentou.

O parlamentar acredita que o caso está bem fundamentado para que o júri determine a condenação dos réus. ‘O caso do meu filho foi muito bem fundamentado. São milhares de páginas, desde a fase de inquérito policial, desde a fase que os celulares são apreendidos’, comentou Leniel. Ele destacou a importância da apreensão dos celulares, onde uma tecnologia israelense conseguiu recuperar mensagens apagadas.

Leniel relembrou o sofrimento de seu filho: ‘Se dói quando você toma uma bolada ou um soco no estômago, imagine ficar sangrando por dentro por horas. Provavelmente, o meu filho sofreu muito naquela noite’. O caso de Henry Borel, que ocorreu em 8 de março de 2021, resultou na morte da criança no apartamento da mãe e do padrasto.

Após o crime, Dr. Jairinho foi cassado e perdeu o registro de médico. Inicialmente, o casal alegou que Henry havia sofrido um acidente doméstico, mas a necropsia revelou 23 ferimentos e a causa da morte como hemorragia interna. As investigações indicaram que a criança era submetida a agressões e torturas, com o consentimento de Monique, que já havia sido alertada sobre as violências.

Monique e Jairinho foram presos por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu, em março de 2025, manter a prisão preventiva de Monique, após uma série de decisões judiciais que permitiram sua liberdade temporária.

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