O enriquecimento de urânio é um processo fundamental para a geração de energia nuclear e, em alguns casos, para a produção de armas nucleares. O urânio existe em duas variantes principais, chamadas isótopos. O isótopo mais abundante é o U-238, que não é muito útil como combustível direto. Por outro lado, o U-235 representa apenas 0,7% de todo o urânio natural encontrado na Terra e é crucial para a geração de energia nuclear.
Para aumentar a porcentagem de U-235, o urânio é primeiramente convertido em gás. Em seguida, ele é colocado em centrífugas, onde os átomos mais leves são separados dos átomos mais pesados. Os átomos pesados se movem em direção às paredes da centrífuga, enquanto o U-235, que é mais leve, permanece mais próximo do centro.
Um pedaço de urânio do tamanho de um ovo de galinha pode gerar tanta eletricidade quanto 88 toneladas de carvão. No entanto, quando o urânio é enriquecido a mais de 90%, ele se torna urânio enriquecido, que pode ser utilizado em armas nucleares. Por essa razão, seu uso é fortemente restrito e monitorado pela Agência Internacional de Energia Atômica.
Centrífugas de enriquecimento de urânio estão localizadas na usina de Natanz, no Irã.


