Três estudos recentes alertam sobre o crescente risco de doenças cardiovasculares entre mulheres. Nos Estados Unidos, estima-se que, nos próximos 25 anos, o número de mulheres com doenças cardíacas aumentará significativamente, com seis em cada dez podendo ter pressão alta até 2050.
Em 2020, a proporção era de cinco em cada dez. Mulheres entre 18 e 54 anos têm maior probabilidade de morrer após um infarto em comparação aos homens. Além disso, quase um terço das mulheres entre 22 e 44 anos enfrentará algum tipo de doença cardiovascular, um aumento em relação a menos de uma em cada quatro atualmente.
Esse crescimento é atribuído ao aumento de doenças crônicas, como diabetes e obesidade. A previsão é que quase 32% das meninas de 2 a 19 anos apresentem obesidade até 2050. Os dados foram publicados na revista Circulation.
““A doença cardiovascular é a principal causa de morte de mulheres e continua sendo seu risco de saúde número 1 em geral”, afirmou a médica Stacey E. Rosen, M.D., presidente voluntária da instituição.”
Rosen acrescentou que os fatores que contribuem para doenças cardíacas e AVC começam cedo, inclusive entre jovens, e que o impacto é maior entre aquelas que enfrentam determinantes sociais adversos.
O relatório indica que, se as tendências atuais persistirem, até 2050, quase 60% das mulheres terão pressão alta, mais de 25% terão diabetes e mais de 60% terão obesidade.
Outro estudo, que analisou dados de 2011 a 2022, revelou que o número de mortes após a primeira hospitalização por ataque cardíaco grave aumentou entre pessoas de 18 a 54 anos, sendo a mortalidade maior entre mulheres do que entre homens.
Desde 2004, a Associação Americana do Coração alerta sobre a falta de conscientização e cuidados clínicos em relação à doença cardiovascular, que é a maior ameaça à saúde feminina. Apesar de taxas de complicações hospitalares semelhantes às dos homens, as mulheres recebem menos procedimentos cardiovasculares.
Uma pesquisa com mais de 4.200 adultos mostrou que, embora as mulheres tenham menos placas de gordura nas artérias, isso não as protege de eventos graves. O risco de ataque cardíaco e dor no peito se manifesta com menos placa e aumenta rapidamente após a menopausa.
““Como as mulheres têm artérias coronárias menores, uma pequena quantidade de placa pode significar um risco desproporcional para elas”, explicou Borek Foldyna, autor sênior do trabalho e professor da faculdade de Harvard.”
A prevenção é essencial. A lista dos oito pontos fundamentais para a saúde do coração inclui: atividade física, dieta balanceada, sono de qualidade, não fumar e controle da pressão arterial, peso, colesterol e nível de açúcar no sangue.

