A recepcionista Maria Niuzete Batista relembrou os momentos de terror que viveu ao ser agredida por um hóspede no hotel onde trabalha, em Curitiba, no sábado (7). ‘Eu só sobrevivi porque eu lutei muito pela minha vida. Esse cara é um monstro. Eu tenho medo, eu quero justiça’, afirmou, emocionada.
O agressor, identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, é pintor e estava na capital paranaense a trabalho. Ele está preso preventivamente por tentativa de homicídio qualificado. A defesa de Jhonathan informou que se trata de um caso pontual, que está sendo tratado pela Justiça do Paraná.
No dia seguinte à agressão, a recepcionista prestou depoimento à polícia. Maria contou que o homem passou parte da noite circulando pelo hotel e consumindo bebida alcoólica. Em determinado momento, ele ficou sentado na recepção bebendo. Quando a funcionária pediu que ele não consumisse álcool no local, o hóspede subiu para o quarto, mas logo retornou.
Segundo a vítima, Jhonathan disse que estava passando mal e pediu que ela o acompanhasse até o quarto. Ela respondeu que não poderia deixar a recepção. ‘Ele levantou, veio até o balcão e falou pra mim assim: ‘Eu não tô passando mal, na verdade eu tô afim de você, gostei muito de você’. Aí ele falou assim: ‘me dá um beijo’. Eu falei: ‘não, eu sou comprometida’, lembrou.
Após a abordagem, a funcionária foi até o banheiro dos funcionários do hotel. Imagens de segurança mostram o homem pulando o balcão da recepção e indo atrás dela. Quando a recepcionista abriu a porta para sair do banheiro, o suspeito estava do lado de fora. ‘Ele tentou me agarrar. Eu empurrei ele e aí já veio as agressões. Ele começou a me socar, me deu um chute na barriga, eu caí no chão, começou me dar muito soco. Eu dizia: ‘Moço, por favor, porque você está fazendo isso’. Ele não falava nada… Ele começou me enforcar’, afirmou Maria.
A recepcionista relatou que as agressões foram tantas que ela perdeu a consciência por alguns segundos. ‘Foi a hora em que ele saiu do banheiro. Eu voltei a si, saí correndo e consegui chegar até a porta da saída do hotel’, detalhou. Maria foi socorrida por hóspedes e vizinhos do hotel, que chamaram a polícia.
Na audiência de custódia, Jhonathan afirmou que estava sob efeitos de drogas e bebidas. ‘Ela falou algumas coisas que eu não gostei e pelo fato de eu estar em certo ponto alcoolizado… Quando eu tive noção já tinha batido nela, mas em momento algum tive a intenção de matar ela’, declarou. Maria, por sua vez, afirmou que apenas o orientou sobre as normas do hotel, dizendo que ele não poderia beber na recepção.


