O mercado financeiro apresentou uma recuperação no final do pregão de ontem, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o conflito com o Irã pode estar se aproximando do fim.
A declaração alterou o humor dos investidores. No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,86%, alcançando 180.915 pontos, interrompendo uma sequência de dois pregões de queda que totalizavam uma perda de 3,44%.
O avanço do índice foi impulsionado por empresas do setor de energia, destacando-se PRIO e Petrobras. Em Nova York, o cenário foi semelhante: o Dow Jones subiu 0,50%, o S&P 500 avançou 0,83% e o Nasdaq teve um aumento de 1,38%.
No entanto, a fala de Trump gerou incertezas, pois o mercado tenta discernir entre sinais reais de negociação e possíveis pressões políticas. Após a declaração, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o fim da guerra depende de Teerã, ressaltando que o conflito ainda não possui um desfecho claro.
Embora as bolsas tenham mostrado alívio, isso não necessariamente indica uma convicção sólida. O reflexo imediato da declaração foi observado no mercado de petróleo. Os futuros do West Texas Intermediate recuaram para abaixo de US$ 90 por barril, após terem se aproximado de US$ 120 na sessão anterior. O Brent também registrou uma queda significativa, cerca de 8% pela manhã.
A sinalização de Trump sobre a possibilidade de aliviar sanções ao petróleo iraniano e a intenção de utilizar a Marinha americana para escoltar navios no Estreito de Ormuz também influenciaram o mercado. Simultaneamente, ministros das finanças do G7 informaram que o grupo está preparado para liberar petróleo das reservas estratégicas, se necessário, enviando um recado claro de que, mesmo em meio à guerra, o mundo busca controlar os preços da energia.


