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Guerra no Oriente Médio: atualizações sobre a escalada militar

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As forças de Israel realizaram uma série de ataques aéreos em larga escala contra infraestruturas do regime no Irã nesta terça-feira, 10 de março de 2026. Os bombardeios atingiram a capital Teerã, a cidade de Esfahan e regiões ao sul do país. Em resposta, o exército israelense emitiu ordens de evacuação em massa no sul do Líbano e bombardeou instituições financeiras ligadas ao Hezbollah em Beirute, que retaliou com disparos de foguetes contra o norte de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações estão “quebrando os ossos” das estruturas iranianas e que novos ataques estão previstos. Ele afirmou que o objetivo estratégico é permitir que o povo iraniano se liberte do atual sistema de governo.

No Irã, milhares de pessoas participaram de manifestações em Teerã e Isfahan para jurar lealdade ao novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, elogiou a nomeação como uma demonstração da “vontade do povo” e a “liderança sensata” de Mojtaba.

O Pentágono confirmou a sétima baixa fatal entre os militares dos Estados Unidos no conflito, identificando o sargento Benjamin Pennington, de 26 anos, que morreu devido a ferimentos em uma base na Arábia Saudita. Outros nove soldados americanos estão em estado grave.

No campo diplomático, o presidente Donald Trump conversou com Vladimir Putin sobre o conflito. Embora o Kremlin tenha sugerido soluções para uma resolução rápida, Trump mantém que a guerra só terminará com a “rendição incondicional” do Irã. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, considerou improvável a retomada de negociações com Washington, descrevendo os ataques como uma “ameaça existencial”.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) intensificou suas ameaças, afirmando que não permitirá a exportação de “um litro de petróleo” pelo Estreito de Ormuz se as ofensivas continuarem. Trump alertou que qualquer bloqueio resultará em uma retaliação “vinte vezes mais forte”. O mercado global já sente os efeitos, com o barril de petróleo próximo aos US$ 100 e o preço da gasolina subindo cerca de 17% desde o início das hostilidades.

Além disso, a Alemanha retirou temporariamente funcionários de sua embaixada no Iraque devido a riscos de segurança. No Catar, 313 pessoas foram presas por suposto uso indevido de redes sociais para disseminar rumores sobre o conflito. Analistas alertam que a continuidade da guerra pode transformar a região em uma zona de “terra arrasada”, com impactos permanentes nas cadeias de suprimentos de grãos e energia.

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