O Hospital Mário Gatti, localizado em Campinas (SP), anunciou o fechamento temporário da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para novas internações a partir desta terça-feira, 10 de março de 2026. A decisão foi tomada devido à dificuldade em conter a disseminação da superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) entre os pacientes.
Atualmente, sete pacientes estão diagnosticados com a KPC, uma bactéria comum em ambientes hospitalares. No entanto, o controle da infecção tem se mostrado desafiador, mesmo com a adoção de protocolos rigorosos de limpeza e segurança. O hospital informou que, apesar da limpeza terminal realizada nos leitos, a bactéria continua presente.
Andrea Von Zuben, coordenadora do setor de informações da Rede Mário Gatti, explicou que a suspensão das novas internações permitirá uma limpeza mais profunda da UTI. Os pacientes já internados serão remanejados e uma pequena reforma também será realizada. A expectativa é que a UTI reabra em até 30 dias.
“‘A ideia nesse momento é proteger o paciente, interromper a transmissão e só vir a admitir novamente pessoas quando a gente estiver com o ambiente mais seguro’, disse Andrea Von Zuben.”
Após a suspensão, os pacientes que necessitarem de leitos de UTI serão direcionados para o Hospital Ouro Verde ou outras unidades, conforme a central de regulação municipal. A central e o Samu foram instruídos a não enviar novos pacientes ao Mário Gatti enquanto a restrição estiver em vigor.
A presença da KPC foi detectada durante o monitoramento de rotina realizado pelas equipes assistenciais e pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Para conter o surto, a Prefeitura de Campinas isolou os sete pacientes infectados em uma área específica da UTI, com uma equipe exclusiva para atendimento. Outros três pacientes que estavam na mesma ala serão transferidos para leitos de igual complexidade em outras unidades da rede municipal.
Além disso, haverá um reforço nas medidas de limpeza e desinfecção do espaço. O plano de contingência foi enviado ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) e está em análise. A rede municipal de saúde informou que algumas medidas preventivas já estavam em andamento antes da suspensão, como limpezas terminais de leitos e capacitações para as equipes de limpeza.

