O Programa de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT) identificou diferenças de até 50% nos preços de produtos equivalentes destinados ao público feminino em comparação com versões masculinas. A pesquisa foi realizada em Cuiabá no último domingo (8), após monitoramento feito ao longo de fevereiro.
A equipe de fiscalização analisou 74 produtos, sendo 37 femininos e 37 masculinos, em 12 lojas da capital. O levantamento revelou que 13 itens apresentaram diferença de preço, representando cerca de 17,5% da amostra, com uma variação média de 18%.
Entre os produtos com maior diferença, destacam-se as recargas de lâminas de barbear femininas, com variação de aproximadamente 51%, mochilas escolares com personagens em versão rosa, que custam 30% a mais que as azuis, e estojos escolares femininos, que chegaram a ter preços 20% superiores.
Segundo o Procon, muitos produtos analisados possuem a mesma função e características semelhantes, com diferenças apenas estéticas, como cor ou design. Essa prática é conhecida como “taxa rosa”, que descreve a venda de produtos ou serviços destinados às mulheres a preços mais altos que suas versões masculinas.
O órgão informou que fabricantes e fornecedores serão notificados para justificar os critérios utilizados na formação dos preços. Caso não haja uma justificativa técnica ou econômica para a diferença, a prática poderá ser considerada abusiva, conforme o Código de Defesa do Consumidor.


