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Justiça

Justiça condena réus a 30 anos por latrocínio que resultou na morte de jovem em SP

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 10:51
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Justiça condenou, na semana passada, dois dos quatro réus envolvidos no latrocínio da universitária Beatriz Munhos, de 20 anos, ocorrido em 2025, na Zona Leste de São Paulo. Ambos receberam penas de 30 anos de prisão.

Beatriz foi morta com um tiro na cabeça ao reagir ao assalto, na presença do pai e do namorado. Câmeras de segurança registraram a ação. A jovem tentou se defender usando spray de pimenta contra um dos criminosos.

No dia 1º de novembro, Beatriz, seu pai Lucas Munhos e o namorado Leonardo Silva foram de carro de Sorocaba até Sapopemba para vender um drone anunciado por R$ 35 mil. A família foi atraída para uma emboscada por uma quadrilha que fingiu interesse no equipamento.

“‘Foi uma emboscada’, diz pai de jovem morta por ladrões que se passaram por compradores de drone.”

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Segundo a investigação da Polícia Civil, dois assaltantes armados em uma moto aguardavam as vítimas. Ao anunciarem o roubo, pegaram primeiro o celular do pai de Beatriz. Um dos criminosos levou o namorado da jovem até o carro da família para tentar roubar o drone. Nesse momento, Beatriz saiu e jogou spray de gengibre no rosto do ladrão, que atirou em resposta.

Os bandidos conseguiram fugir com o celular do pai, mas não levaram o drone. A polícia identificou quatro pessoas envolvidas no crime: dois executores e dois mentores. Na última quinta-feira (5), a Justiça julgou os dois executores.

O juiz Marcello Guimarães condenou Isaías dos Santos da Silva a 31 anos, 6 meses e 15 dias de prisão e Lucas Kauan da Silva Pereira a 30 anos, 4 meses e 15 dias. Isaías confessou ter disparado a arma, alegando que não teve intenção de atirar.

““A decisão representa uma vitória significativa para a família. Seguimos acompanhando o caso na fase recursal”, afirmou o advogado Fábio Bornia, que representa a família de Beatriz.”

Além dos executores, Gabriel Ferreira e Mateus Andrade foram presos preventivamente. Gabriel criava perfis falsos em redes sociais para abordar anúncios de produtos de alto valor, enquanto Mateus também participava do esquema. O caso deles tramita em outro processo, separado do que julgou a morte de Beatriz.

TAGGED:Beatriz MunhosCrimeFábio BorniaGabriel FerreiraIsaías dos Santos da SilvaJustiçaLatrocínioLeonardo SilvaLucas Kauan da Silva PereiraLucas MunhosMateus AndradeMinistério PúblicoPolícia CivilSão PauloSapopembaSP
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