Uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 10 de março de 2026, para investigar um esquema de tráfico internacional de drogas a partir do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
Três suspeitos são alvo de mandados de prisão temporária, e há indícios de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ao todo, a operação busca cumprir 11 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão e três de prisão, nas cidades de Santos e Valinhos.
As medidas foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos e mais de 40 policiais federais participam das diligências. Os crimes apurados incluem tráfico transnacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os investigadores afirmam que os suspeitos seriam responsáveis por diferentes etapas da logística do esquema, incluindo a inserção de entorpecentes em navios que partiam do Porto de Santos com destino à Europa.
A investigação teve início após autoridades da França apreenderem 124 quilos de cocaína em maio de 2022. A droga estava escondida no compartimento submerso conhecido como sea chest de um navio cargueiro que havia passado pelo Porto de Santos antes de seguir viagem ao continente europeu.
O carregamento foi encontrado por mergulhadores da guarda costeira francesa e estava embalado com dispositivos eletrônicos de rastreamento, indicando possível monitoramento da carga ao longo do trajeto marítimo.
A partir do material coletado na França, as autoridades identificaram possíveis envolvidos na logística do transporte da droga, incluindo brasileiros. Com o compartilhamento das informações, foi instaurado em 2025 um inquérito no Brasil para aprofundar as investigações.
De acordo com os investigadores, há indícios de que a cocaína tenha sido colocada na embarcação ainda em território brasileiro para posterior retirada por integrantes da organização criminosa no exterior. O caso pode estar relacionado a um esquema mais amplo de envio de drogas do Brasil para a Europa por rotas marítimas internacionais.
Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal para identificar outros envolvidos e aprofundar as apurações sobre o possível vínculo dos investigados com o PCC e com o tráfico internacional de drogas.

