A Polícia Civil indiciou quatro pessoas pelo incêndio criminoso que atingiu duas casas da família de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, em Ipojuca, Pernambuco, no dia 11 de março de 2024.
O inquérito concluiu que o incêndio foi planejado e não teve origem acidental. O fogo foi iniciado de forma coordenada em duas residências localizadas no loteamento Marinas do Rio Aquirá, na praia de Toquinho, entre 18h e 19h.
As casas atingidas pertencem a Antonio Rueda e a sua irmã, Maria Emília de Rueda, que também é tesoureira do União Brasil. O relatório da polícia revelou que uma das casas foi acessada sem arrombamento, indicando que alguém com acesso às residências facilitou a entrada.
A investigação incluiu quebras de sigilo telefônico e bancário, análise de dados de antenas de telefonia celular, perícia em aparelhos eletrônicos, interceptações telefônicas e cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Os indiciados são: José Pereira Gomes, Maria das Dores dos Santos Maciel, Aluísio Ângelo da Silva e Maria Valéria dos Santos. O delegado Ney Luiz Rodrigues afirmou que, apesar das provas que indicam a participação dos indiciados, não foram encontrados elementos suficientes para identificar o mentor intelectual ou mandante do crime.
José Pereira Gomes é considerado central na coordenação do crime e estava de serviço como vigilante no dia do incêndio. Ele registrou conexões na área da Praia de Toquinho em momentos críticos e fez um PIX suspeito para um posto de combustíveis.
Maria das Dores dos Santos Maciel, diarista e esposa de José, trabalha em uma casa próxima e teve várias ligações do telefone do marido durante o incêndio. Inicialmente, ela não mencionou que trabalhava perto e depois contradisse seu depoimento.
Aluísio Ângelo da Silva, também vigilante e colega de José, inicialmente afirmou que estava de folga, mas registros indicaram que ele estava na área no momento do incêndio. Ele possui experiência com incêndios, tendo registrado boletins de ocorrência relacionados a esses eventos.
Maria Valéria dos Santos, empregada doméstica na casa de Maria Emília, facilitou o acesso ao imóvel, permitindo que o incêndio fosse iniciado nas duas casas quase simultaneamente.
A investigação reconstruiu a linha do tempo do dia do incêndio com base em registros telefônicos e imagens. O fogo foi controlado por volta das 21h, e a polícia começou a coletar depoimentos.


