O ex-modelo internacional Álvaro Jacomossi Júnior foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. A denúncia foi divulgada nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, e inclui um pedido para a conversão da prisão temporária em preventiva.
As investigações indicam que Jacomossi se dedicava ao fornecimento de entorpecentes para festas de alto padrão na região leste da Ilha de Santa Catarina, na Grande Florianópolis. O caso começou a se desdobrar em 10 de fevereiro, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma pousada de sua propriedade, localizada na Lagoa da Conceição.
No local, os agentes apreenderam quase 80 gramas de haxixe, pouco mais de 1 grama de cocaína, uma pistola calibre .380 sem registro, três carregadores (incluindo um modelo alongado) e 35 munições. Durante a primeira abordagem, Álvaro conseguiu evitar o flagrante ao fugir pela janela do último pavimento do imóvel, em direção a uma área de mata nas proximidades.
Após 11 dias foragido, ele foi preso no dia 21 de fevereiro, no bairro Barra da Lagoa. No momento da prisão, estava acompanhado da companheira e tentou resistir, mas foi contido pelos policiais com o apoio da Guarda Municipal. Uma pequena porção de haxixe foi encontrada no veículo que ele conduzia.
A promotora de Justiça Isis Pereira Mendes afirmou que o material coletado no inquérito reforça a suspeita de uma operação contínua de tráfico. Imagens de porções de entorpecentes embaladas para venda e vídeos que indicam a produção artesanal de haxixe foram reunidos. O MPSC também argumenta que a arma encontrada era utilizada para proteger a atividade ilícita, pois estava guardada no mesmo local das drogas.
A Polícia Civil identificou um comportamento violento de Jacomossi, com registros de fugas reiteradas e violência contra agentes de segurança. O Ministério Público destacou que o ex-modelo possui condenações anteriores por outros crimes, incluindo tráfico internacional de armas, o que evidencia o risco de reiteração criminosa e justifica o pedido de prisão preventiva.
A denúncia do MPSC foi apresentada à Vara de Garantias da Comarca da Capital, com base nos crimes previstos na Lei de Drogas e no Estatuto do Desarmamento. A Justiça catarinense ainda deve se manifestar sobre o recebimento formal da denúncia e sobre o pedido para manter o ex-modelo preso preventivamente.


