Na primeira entrevista concedida em dez anos, o investidor colombiano Alejandro Santo Domingo negou qualquer envolvimento em negociações para a compra do Santos Futebol Clube, classificando os rumores como “fake news”. A declaração foi feita em 10 de março de 2026.
Santo Domingo, herdeiro do império empresarial da família mais rica da Colômbia e dono de uma fortuna estimada em cerca de 3,3 bilhões de dólares, afirmou que o grupo atua apenas por meio de seus fundos oficiais. Ele explicou que evita investir em clubes de futebol devido ao risco de rebaixamento, considerado um fator de desvalorização do ativo.
“Não participamos de nenhum processo relacionado ao Santos. Não estamos envolvidos de forma alguma”, disse Santo Domingo. “Não somos investidores em nenhuma empresa que esteja analisando o clube, não somos cotistas e não temos absolutamente nada a ver com essa transação de que as pessoas estão falando.”
O investidor também mencionou que existe uma empresa que usa um nome que faz referência à sua família, mas que não faz parte do seu grupo. “Nós não investimos usando nomes ligados à nossa família. Nunca fizemos isso, nem no passado, nem quando meu pai estava à frente dos negócios”, afirmou.
Embora tenha um histórico de investimentos em esportes, Santo Domingo destacou que o futebol apresenta riscos significativos. “Quando analisamos investimentos, não fazemos isso como hobby. Avaliamos se é um bom investimento financeiro”, explicou. Ele citou que já analisaram oportunidades na Inglaterra, como Chelsea, Tottenham Hotspur e Crystal Palace, além do Olympique Lyonnais na França, mas nunca avançaram com esses investimentos.
“O futebol tem um risco importante: o rebaixamento. Isso pode destruir o valor de um ativo”, disse. Ele preferiu investir em ligas como a National Football League (NFL) e a National Basketball Association (NBA), onde não existe rebaixamento, tornando o investimento mais previsível.
Sobre a possibilidade de investir no Santos ou em outros clubes da América Latina, Santo Domingo afirmou que é difícil estruturar um investimento devido ao risco de rebaixamento. “Quando você faz um modelo financeiro e precisa assumir que o clube pode cair de divisão dentro de cinco anos, isso destrói completamente o valor do ativo”, explicou.
Ele também comentou sobre sua cunhada, Lauren Santo Domingo, que tem seus próprios projetos e investimentos, mas que não estão relacionados ao seu grupo. “Não sei se ela está envolvida em algo relacionado a isso ou não, mas não faz parte da nossa estrutura”, afirmou.
Por fim, Santo Domingo disse que ninguém da sua equipe de investimentos teve contato com o Santos ou com alguém relacionado ao clube. “Eu gosto muito de futebol e acompanho o esporte, mas gostar de algo não significa que vamos investir nisso”, concluiu.


