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Economia

Milei busca convencer investidores sobre recuperação econômica da Argentina

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 15:18
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O presidente da Argentina, Javier Milei, se reunirá nesta terça-feira (10) com investidores em Nova York para apresentar a recuperação econômica do país, mesmo diante da guerra no Irã, que impacta os preços do petróleo e os mercados emergentes.

Milei fará sua apresentação na nova sede do JPMorgan em Midtown Manhattan, como parte da “Semana Argentina”, uma série de eventos destinados a atrair investimentos para a Argentina. O objetivo é demonstrar que o esforço de estabilização do país continua a gerar oportunidades, apesar do contexto global desafiador.

“Estamos falando em criar conexões, estabelecer o ambiente certo para que essas conversas sejam produtivas”, afirmou Manuel Adorni, chefe de gabinete e porta-voz de Milei, durante uma recepção no consulado argentino em Nova York na noite de segunda-feira (9).

““Queremos construir confiança, queremos lançar as bases para que possamos estabelecer um relacionamento de longo prazo”, disse Adorni.”

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O apoio do governo dos Estados Unidos é considerado fundamental para a estratégia de Milei. O governo do presidente Donald Trump já havia manifestado apoio a Milei antes das eleições de meio de mandato na Argentina, em outubro de 2025, e ampliou a cooperação financeira com Buenos Aires.

Uma linha de crédito dos Estados Unidos ajudou a evitar uma corrida ao peso antes das eleições. Em fevereiro, os dois países assinaram um acordo recíproco de comércio e investimento, visando facilitar o investimento norte-americano, especialmente no setor de minerais críticos.

““Eles estão simplesmente reiterando as oportunidades de investimento na Argentina e enviando uma mensagem de estabilidade macroeconômica e política”, afirmou Armando Armenta, economista sênior da AllianceBernstein.”

O governo argentino acredita que cortes nos gastos públicos, desregulamentação e aperto fiscal estão começando a restaurar a estabilidade macroeconômica, após anos de crises e inflação elevada. Contudo, os investidores permanecem cautelosos em relação a essas reformas, que incluem uma reforma trabalhista aprovada pelo Congresso, considerada uma vitória legislativa para Milei.

A Argentina enfrenta o desafio de reconstruir suas reservas cambiais e recuperar o acesso aos mercados de capitais, após anos de inadimplência e controles de capital. A “Semana Argentina” contará com a presença de autoridades como o ministro da Economia, Luis Caputo, o presidente do Banco Central, Santiago Bausili, e o ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger.

As autoridades esperam que o evento demonstre que as reformas estão gerando oportunidades de investimento, especialmente em setores como energia, mineração, agricultura e tecnologia. A aproximação com os Estados Unidos representa uma mudança após anos de influência econômica da China na América do Sul, embora a China continue sendo um dos principais parceiros comerciais da Argentina.

Os preços do petróleo subiram quase 30% neste mês, alcançando cerca de US$ 90 por barril, em meio aos conflitos no Irã, enquanto o fortalecimento do dólar fez alguns investidores se afastarem dos mercados emergentes. O índice Merval, principal referência das ações argentinas, atingiu seu nível mais baixo desde outubro na semana passada.

Para Milei, o desafio é convencer os investidores de que as reformas da Argentina merecem atenção, mesmo em um cenário de busca por ativos mais seguros.

TAGGED:AllianceBernsteinArgentinaArmando ArmentaDonald TrumpEstados UnidosFederico SturzeneggerGuerra Oriente MédioJavier MileiJPMorganLuis CaputoMacroeconomiaManuel AdorniNova YorkSantiago Bausili
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