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Mulheres do MST ocupam terras em defesa da reforma agrária

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam, desde o dia 8 de março, latifúndios em sete estados brasileiros: Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins. A ação é parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do MST, que defende uma reforma agrária popular e combate a violência de gênero.

De acordo com o movimento, as nove propriedades ocupadas são latifúndios onde ocorreram crimes como prática de trabalho escravo, grilagem de terras e devastação ambiental. A coordenação nacional do MST, representada por Ayala Ferreira, afirmou:

““A jornada tem expressado aquilo que pode ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também enfrentando essa escalada de violência contra as mulheres, legitimada muito por esse discurso conservador e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade.””

Além das ocupações, a jornada inclui marchas, bloqueios de estradas e atos que pedem reforma agrária e o fim das violências. As ações ocorreram em 13 estados e 23 municípios. Ferreira acrescentou:

““Nós estamos, nesse exato momento, em processos de ocupação de latifúndios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de diálogos e de formação com outras companheiras e companheiros de outros movimentos urbanos e também rurais, tentando expressar o que pode ser a capacidade de organizar e de resistir das mulheres da classe trabalhadora.””

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