As autoridades de inteligência do Irã prenderam 30 pessoas, incluindo um estrangeiro, acusadas de espionagem e colaboração com adversários estrangeiros. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal IRNA nesta terça-feira, 10 de março de 2026.
Os suspeitos foram detidos pelo Ministério da Inteligência do Irã e foram descritos por autoridades como “espiões, mercenários operacionais e da mídia” ligados ao que chamaram de “inimigo americano e sionista”. Um dos detidos, cuja nacionalidade não foi divulgada, é acusado de espionagem para dois países do Golfo em nome dos Estados Unidos e de Israel.
O estrangeiro foi preso na província de Khorasan Razavi, no nordeste do Irã. As autoridades alegaram que ele coletava informações militares e de segurança, repassando-as aos dois países do Golfo, que, por sua vez, as compartilhavam com Washington e Israel.
Além disso, autoridades iranianas afirmaram que outro dos detidos tinha ligações com um grupo militante que atuava ao longo da fronteira sudeste do Irã. Esse indivíduo estaria coletando informações sobre as posições e movimentações das forças militares e de segurança, bem como sobre instalações de defesa.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) também informou que sua unidade de inteligência prendeu 10 pessoas acusadas de colaborar com forças inimigas, filmando locais sensíveis e enviando as imagens para veículos de comunicação estrangeiros.


