Instituto Amor 21: Enfermeira cria espaço para pessoas com síndrome de Down em Alagoas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A enfermeira Neila Sabino fundou o Instituto Amor 21 em Alagoas após o nascimento de seu filho, Arthur, que nasceu com síndrome de Down. A instituição, que completa 12 anos, já atendeu mais de 200 famílias, oferecendo apoio e orientação.

Neila sempre sonhou em ser mãe, mas a gravidez demorou a acontecer. Durante a gestação, não houve nenhuma alteração detectada no pré-natal. ‘Ele nasceu de parto normal, com nove meses’, relatou Neila.

A notícia de que Arthur tinha síndrome de Down foi recebida com impacto pela família. Neila, que conhecia o tema por sua profissão, admitiu que nunca havia se aprofundado no assunto. ‘Era um assunto que não me despertava interesse’, disse.

O diagnóstico foi comunicado de forma difícil, o que tornou o momento ainda mais desafiador. ‘O profissional que deu a notícia parecia estar dando a notícia de uma catástrofe’, lembrou Neila.

Nos primeiros meses de vida de Arthur, a falta de informação e a abordagem de muitos profissionais foram desafios significativos. Neila enfatizou a importância de enxergar o filho além do diagnóstico: ‘O diagnóstico tem que ser um ponto de partida e não o fim.’

Ao buscar apoio, Neila conheceu outras famílias com filhos com síndrome de Down e percebeu a necessidade de criar uma rede de apoio. Assim, surgiu a ideia do Instituto Amor 21, que começou com encontros entre famílias e cresceu ao longo dos anos.

Em 2020, o instituto ganhou uma sede própria e atualmente atende pessoas de diferentes idades, desde recém-nascidos até adultos de 59 anos. ‘É um atendimento para a vida inteira’, afirmou Neila.

O Instituto Amor 21 se tornou uma grande família para Neila, que se emociona ao ver todos os atendidos. ‘O Amor 21 me deu tantos filhos que eu fico emocionada quando vejo todos eles.’

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