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Trem de Passageiros retoma circulação após bloqueio do MST em Minas Gerais

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória-Minas voltará a circular nesta quarta-feira (11), após manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) liberarem os trilhos da ferrovia em Tumiritinga, no Leste de Minas, na tarde desta terça-feira (10).

A ocupação durou mais de 24 horas e resultou na suspensão das viagens entre Belo Horizonte e Cariacica, no Espírito Santo. Segundo o MST, cerca de 700 mulheres participaram da mobilização, que fez parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra 2026.

De acordo com a Vale, as viagens do Trem de Passageiros serão retomadas nos dois sentidos, com partidas às 7h da manhã de Minas Gerais e do Espírito Santo. Passageiros que tinham viagem marcada para segunda-feira (9) ou terça-feira (10) podem remarcar os bilhetes ou solicitar reembolso do valor pago no prazo de até 30 dias.

A desocupação da ferrovia ocorreu após avanços nas negociações com a mineradora Samarco. O MST informou que a empresa se comprometeu a iniciar o reflorestamento de cerca de 2 mil hectares em assentamentos da reforma agrária na região e a avançar no pagamento das indenizações individuais às famílias atingidas.

Embora as medidas representem um passo na reparação ambiental e social, o MST ressalta que ainda não contemplam todas as reivindicações apresentadas. O movimento afirma que a necessidade de restauração ambiental na região é de pelo menos 5.700 hectares.

Mesmo com o fim do bloqueio, o MST informou que a mobilização continua. Entre as pautas defendidas estão a continuidade das ações de reflorestamento em áreas atingidas, acesso à água potável para famílias impactadas e pagamento das indenizações às famílias afetadas.

A mobilização também relembra os dez anos do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Segundo o MST, milhares de famílias da Bacia do Rio Doce ainda aguardam medidas de reparação pelos impactos ambientais e sociais provocados pelo desastre, e cerca de duas mil famílias sem terra ainda esperam indenizações relacionadas aos danos causados pelo rompimento da barragem.

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