A greve dos servidores técnicos-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), iniciada na segunda-feira (9), já provoca impactos no atendimento do Hospital de Clínicas (HC).
O HC-UFU informou que consultas, exames e cirurgias eletivas tiveram alterações pontuais devido à paralisação. Alguns procedimentos e consultas ambulatoriais precisaram ser remarcados. Os pacientes afetados estão sendo avisados e orientados sobre a definição de uma nova data de atendimento.
A administração do hospital destacou que houve diálogo com o sindicato da categoria para garantir a manutenção de serviços considerados essenciais, como atendimentos de urgência e emergência, oncologia, cardiovascular, neurologia, pediatria, diálise, gestação de alto risco e transplante renal.
A reitoria da UFU anunciou que fará uma avaliação dos impactos da paralisação, que foi aprovada em assembleia ordinária da categoria realizada no dia 3 de março.
Segundo o Comando Local de Greve dos TAEs da UFU, o movimento cobra o cumprimento integral do acordo de greve firmado em 2024. A categoria afirma que parte das reivindicações foi atendida pelo governo federal, mas ainda há pontos pendentes, como a regulamentação da capacitação dos servidores e a extensão de direitos aos aposentados.
Entre as demandas locais estão o combate ao assédio no ambiente universitário e nos locais de trabalho, a regulamentação das ações de desenvolvimento em serviço e a ampliação da participação social na gestão do Hospital de Clínicas.
A estimativa repassada pelo sindicato indica que cerca de 80% das atividades acadêmicas e administrativas desempenhadas pelos técnicos estão paralisadas, incluindo o fechamento total da Biblioteca. No HC-UFU, a adesão à greve é estimada em cerca de 60% dos servidores federais, com parte das atividades ocorrendo normalmente, garantindo os atendimentos de urgência e emergência.


