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Visita de assessor de Trump pode fortalecer discurso bolsonarista

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A possível visita de um assessor de Donald Trump a Jair Bolsonaro na prisão pode fortalecer o discurso bolsonarista. A análise é de Pedro Venceslau, analista de Política.

Se confirmada, a visita ajudaria a reforçar a narrativa de que Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Trump mantêm conexões com o presidente americano. Venceslau menciona que há uma avaliação no Palácio do Planalto e no PT que teme uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano, que poderia ocorrer de forma política ou diplomática.

O assessor em questão é Darren Beattie, que já causou atritos diplomáticos anteriormente. Venceslau explica: “No ano passado, ele fez declarações consideradas antidiplomáticas ao sugerir que tarifas estavam sendo aplicadas no Brasil porque Bolsonaro estaria sendo perseguido e que o STF (Supremo Tribunal Federal) agiria de forma política contra adversários.”

Na ocasião, o Brasil convocou o encarregado de Negócios dos EUA, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos, marcando um momento de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países. Beattie é visto como um assessor de perfil ideológico, ligado à ala mais radical do trumpismo.

O analista também destacou que o bolsonarismo esperava mais de Trump, resultando em frustração quando o presidente americano elogiou Lula e derrubou tarifas. Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos acreditando que poderia convencer a Casa Branca a agir com reflexos eleitorais no Brasil.

Venceslau menciona que Lula cometeu uma gafe diplomática ao declarar apoio à democrata Kamala Harris, faltando cinco dias para a eleição presidencial americana. “Este gesto não mudou em nada o resultado da eleição e azedou uma relação que nem havia começado ainda”, afirma.

Apesar disso, houve uma aproximação posterior entre Lula e Trump, com expectativa de um encontro nos Estados Unidos para demonstrar a amplitude diplomática do presidente brasileiro. O encontro, inicialmente previsto para março, foi adiado devido à guerra no Oriente Médio e ainda não tem nova data definida.

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