Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi condenada, nesta terça-feira (10), a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime ocorreu em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em 2015.
A mulher havia sido absolvida em 2023, mas o julgamento foi anulado em 2025, após pedido do Ministério Público. Ela foi sentenciada por homicídio triplamente qualificado, com motivos torpes, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, atingido por 19 tiros. Ele havia desaparecido no dia anterior, após ir a uma academia. Segundo a investigação, Gargioni foi torturado antes de ser assassinado.
De acordo com o Ministério Público, Paula atraiu a vítima para uma emboscada, onde Juliano Biron, seu namorado e líder de um grupo criminoso, agrediu e matou o jovem. Juliano foi condenado a mais de 20 anos de prisão em 2020 e foi capturado na Bolívia em setembro do ano passado, utilizando um nome falso.
O delegado que investigou o crime foi a única testemunha ouvida durante o júri. A polícia analisou mais de 300 horas de imagens de 80 câmeras de segurança para reconstruir os eventos que levaram ao crime.
Antes de sua morte, José Gustavo trabalhou como fotógrafo do Palácio Piratini, sede do governo do RS, durante o mandato do ex-governador Tarso Genro, e atuou em uma produtora de eventos.


