A Justiça do Rio Grande do Sul condenou Paula Caroline Ferreira Rodrigues a 26 anos e 8 meses de reclusão pelo homicídio do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O julgamento foi finalizado nesta terça-feira, 10 de março de 2026, e a pena foi fixada em regime inicial fechado.
O crime foi qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante a sessão plenária, o delegado Marco Antônio Guns, responsável pela investigação, foi ouvido como a única testemunha de acusação. Ele detalhou as diligências realizadas e os elementos que levaram a Polícia Civil a identificar a ré como figura central no crime.
Segundo as investigações, José Gustavo Bertuol Gargioni foi torturado e morto a tiros em julho de 2015, na Praia de Paquetá, em Canoas. A polícia apurou que Paula mantinha contato frequente com o fotógrafo e insistiu em marcar um encontro em um posto de combustível.
Em 2025, a Polícia Nacional boliviana e a Polícia Federal brasileira prenderam em Santa Cruz de la Sierra um foragido da Justiça brasileira, Juliano Biron da Silva, ligado à maior facção criminosa do Rio Grande do Sul. Ele estava foragido desde 2024 pela morte do fotógrafo e utilizava documento falso para permanecer na Bolívia.
Juliano Biron da Silva, que tinha quatro mandados de prisão em aberto e estava na Difusão Vermelha da Interpol, foi apontado como autor dos disparos. Em fevereiro de 2020, ele foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri a 18 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte de José Gustavo.


