Jannik Sinner, tenista italiano, é conhecido por um gesto peculiar durante suas partidas: ele assopra os próprios dedos entre os pontos. Essa prática tem uma explicação prática e psicológica.
O gesto ajuda Sinner a controlar o suor e a temperatura nas mãos, fatores que impactam diretamente na forma como ele segura a raquete. Quando os dedos estão úmidos ou quentes, o grip pode se tornar escorregadio, diminuindo a precisão dos golpes. Soprar os dedos rapidamente auxilia na secagem ou no equilíbrio da temperatura da pele, melhorando a sensibilidade no contato com o cabo da raquete.
Esse pequeno ajuste é crucial em um esporte que exige controle milimétrico da empunhadura. Com melhor sensibilidade nas pontas dos dedos, Sinner consegue regular com mais precisão os efeitos, direção e potência da bola.
Além do aspecto físico, o gesto também desempenha um papel psicológico. As rotinas repetidas entre os pontos ajudam os atletas a “reiniciar” a concentração após um rally longo ou um erro, situações comuns no tênis profissional.
Sinner não é o único a adotar esse hábito. Grandes nomes do tênis, como Rafael Nadal, frequentemente sopravam os dedos durante partidas, especialmente em jogos longos no saibro. Novak Djokovic também já foi visto repetindo o gesto em momentos de calor ou durante trocas intensas de bola.
Roger Federer, por sua vez, costumava soprar a mão ou os dedos como parte de sua rotina entre os pontos, associado ao “reset” mental antes do próximo saque ou devolução. Jogadoras como Serena Williams e Naomi Osaka também já utilizaram esse hábito para ajustar a pegada na raquete.
Portanto, o gesto de Sinner vai além de uma simples mania. No tênis de alto nível, pequenos rituais como esse são fundamentais para manter controle, conforto e concentração em jogos decididos por detalhes mínimos.


