O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram a Operação Maravalha no Pará, resultando na apreensão de cerca de 15 mil m³ de madeira e na aplicação de R$ 110 milhões em multas.
Durante a operação, um fiscal do Ibama foi alvo de uma tentativa de suborno enquanto realizava uma vistoria em uma madeireira no município de Anapu. O proprietário da empresa foi preso em flagrante após oferecer dinheiro para evitar uma autuação ambiental.
A ação teve como objetivo combater a exploração, o beneficiamento e a comercialização ilegal de madeira. Foram realizadas vistorias em 70 madeireiras nos municípios de Senador José Porfírio, Trairão e Anapu, onde todas apresentaram algum tipo de irregularidade, como operação clandestina ou falta de documentação e comprovação da origem da madeira.
Além da madeira apreendida, foram identificados onze pátios irregulares de armazenamento e quatro serrarias clandestinas foram demolidas. A investigação revelou indícios de atuação de organizações criminosas voltadas à extração ilegal de madeira, incluindo em áreas protegidas.
Parte da madeira apreendida foi destinada a órgãos públicos, enquanto os materiais sem viabilidade de destinação foram inutilizados para impedir o retorno ao mercado ilegal. Os empreendimentos fiscalizados foram interditados até a regularização das pendências identificadas.


