O presidente do Chile, Gabriel Boric, fez seu último pronunciamento à nação nesta terça-feira, 10 de março de 2026, véspera da posse do presidente eleito José Antonio Kast, marcada para quarta-feira, 11 de março.
Boric reconheceu erros durante seu mandato, especialmente na forma como o governo lidou com o escândalo de 2024, que envolveu o ex-subsecretário do Interior, Manuel Monsalve. Monsalve foi preso após ser acusado de abusar sexualmente e estuprar uma funcionária, e aguarda julgamento, defendendo sua inocência, segundo a imprensa chilena.
O presidente cessante destacou que a transição de poder para o novo gabinete seria “impecável”, apesar das tensões entre as duas equipes. Na semana anterior, Kast decidiu interromper as reuniões de transição, alegando falta de transparência nas informações fornecidas pelo governo anterior.
As tensões aumentaram especialmente em relação a um projeto para a construção de um cabo submarino que ligaria Valparaíso a Hong Kong. Boric, que chegou ao poder como o presidente mais jovem do Chile após derrotar Kast em dezembro de 2021, destacou que seu governo buscou dar continuidade às mudanças reivindicadas pelos chilenos durante o levante social de 2019.


