A família de Renata Yassu Nakama, que faleceu após cair da janela de um ônibus em movimento em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, está cobrando auxílio da prefeitura e da empresa responsável pelo transporte público na cidade. Renata completaria 27 anos nesta quarta-feira, 11 de março.
Os pais de Renata enfrentam a responsabilidade de cuidar dos dois filhos que ela deixou. Sérgio Yassu Nakama, pai da jovem, afirmou: “São duas crianças que estão sem a mãe e que precisam de acompanhamento psicológico, porque às vezes ficam quietas, caladas, e a gente não sabe exatamente o que é. Mas ainda não temos como arcar com essas despesas”.
Em uma decisão proferida no início de fevereiro, a Justiça determinou que a Sancetur e a Prefeitura de São Sebastião pagassem uma pensão mensal equivalente a 2,4 salários mínimos. O magistrado ressaltou que a decisão era provisória e poderia ser revista a qualquer momento. Contudo, a defesa da família informou que a decisão ainda não foi cumprida.
A Sancetur alegou que já realizou o pagamento de sua parte, com depósito feito em juízo. A Prefeitura de São Sebastião declarou que está acompanhando o caso e solicitou informações à concessionária responsável pelo transporte público. A prefeitura também informou que fez vistorias na garagem da empresa para inspecionar o ônibus envolvido no acidente.
O acidente ocorreu no dia 2 de janeiro. Imagens inéditas mostram o momento da queda de Renata. Por volta das 12h15, ela entrou no ônibus, que estava cheio, e ficou apoiada na janela. O ônibus começou a se deslocar e, cerca de oito minutos depois, a janela começou a se desprender. Às 12h23, Renata soltou a barra de apoio e caiu do coletivo.
Após a queda, o motorista parou o ônibus e os passageiros desceram para ajudar. Renata foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu três dias depois. O acidente ocorreu na altura da Praia das Cigarras. O motorista relatou à Polícia Militar que a jovem “decidiu por conta própria pular a grade e ocupar o local não destinado para passageiro”.
No entanto, a advogada da família, Gabriella Prado, afirma que o motorista permitiu que Renata permanecesse no local. “As imagens mostram que a Renata apontou o local para onde ela ia, o motorista viu e não impediu que ela entrasse lá”, disse a advogada.


